Será que eu tenho Melasma?

Será que eu tenho Melasma?

Será que eu tenho Melasma?

Você tirou um tempinho para se cuidar e confere como está sua pele, em frente ao seu espelho, com muita atenção. Tudo parece ir bem, até que encontra uma mancha mais escura. Revisa, para ter certeza que não é uma sujeira, mas constata que, sim, essa mancha não estava ali antes. Reflete sobre o que poderia causar essa novidade e pensa nele, o melasma.

O sentimento é de preocupação, mas não é preciso pânico. É preciso entender o que acontece com sua pele e tratar da melhor maneira, com produtos não agressivos.

A seguir, você vai entender mais sobre o melasma, uma hiperpgimentação que atinge mais de 150 milhões de brasileiros.

O Melasma

Melasma é uma condição que se caracteriza pelo surgimento de manchas escuras na pele. Atinge principalmente as mulheres (90%), em idade reprodutiva, com prevalência em orientais e indivíduos de origem hispânica. Pessoas com peles morena e negra estão mais suscetíveis ao melasma, pois possuem maior concentração de melanina, o que favorece o surgimento dessas manchas.

A pigmentação da pele é feita através de uma substância chamada melanina, que é produzida por uma célula chamada melanócito. A melanina, além de ser responsável pela pigmentação, auxilia na proteção contra a radiação solar. O melasma ocorre quando existe uma hiperproliferação ou hiperfunção do melanócito, produzindo mais melanina do que o necessário, processo chamado de hipermelanose. A melanina em excesso fica alojada dentro da pele, o que provoca as manchas.

Essas manchas do melasma não causam dor, são simétricas e de tonalidade variável, de marrom a marrom-acinzentada. Essa condição influencia consideravelmente a qualidade de vida dos pacientes afetados, visto que algumas manchas podem gerar constrangimento, comprometendo a auto estima.

Causas

Não há uma causa específica para o melasma surgiu em sua pele. Muitas vezes esta condição está relacionada às alterações hormonais e, principalmente, à exposição solar. Constantemente exposta, a área mais atingida pelo melasma é o rosto, mas também pode acontecer nos braços, pescoço e colo.

É importante ressaltar que o melasma não tem nada em comum com o melanoma (câncer de pele), compartilhando apenas alguns fatores de risco. Portanto, o melasma é benigno.

Intensidade

Existem diferentes intensidades de manchas. Elas variam de acordo com a camada da pele onde está alojado o acúmulo da hiperprodução de melanina ou o a região do corpo de aparecimento das manchas. Essas variações devem ser avaliadas para um tratamento mais eficaz.

Localização da mancha

O rosto é o local preferido para o melasma. As regiões são subdivididas em malar (maçãs do rosto), centrofacial (testa, bochechas, acima dos lábios, nariz e queixo), mandibular (porção inferior do rosto, abaixo dos lábios, região chamada de mandíbula). Menos comum, são as manchas na região extra facial (qualquer parte do corpo, como nos braços, colo, ombros e costas).

Camadas da pele

Melasma epidérmico: O depósito de melanina fica na epiderme, camada mais superficial da pele. É o melasma de mais fácil tratamento;

Melasma dérmico: Quando o  pigmento se deposita na derme, camada mais interna da pele. Pode estar ao lado de vasos sanguíneos, nervos e outras estruturas anatômicas. O tratamento é mais trabalhoso;

Melasma misto: Ocorre quando o depósito pigmentar se dá tanto na derme quanto na epiderme, sendo possível concentração maior da melanina em uma das duas camadas.

Diagnóstico

Para a identificação correta do seu tipo de melasma, é preciso procurar um profissional que fará a avaliação com um instrumento chamado lâmpada de Wood, uma lâmpada fluorescente capaz de detectar discromias (alterações de cor) na pele.

A luz ultravioleta emitida pela lâmpada de Wood penetra profundamente na pele, onde a melanina está distribuída. A profundidade do pigmento determinará a fluorescência. As regiões cutâneas que apresentam um aumento na concentração da melanina epidérmica acentuarão a sua coloração, contrastando com a pele normal ao redor. Já as áreas com concentrações diminuídas de melanina, se apresentarão mais claras e brilhantes. Assim, é possível determinar se o melasma é dérmico ou epidérmico, uma vez que as manchas dérmicas ficam enegrecidas nessa luz, enquanto as epidérmicas não aparecem tão claramente.

O melasma pode e deve ser controlado com produtos que não agridam ainda mais a pele. Para isso, a Dermociencia ajuda você!